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ANNA...
Lauro Kisielewicz
MEIGA SEI QUE ÉS
DOCE PARECES SER
TERNA TAMBÉM APARENTAS
QUANDO ESPARGES A PAZ
QUANDO PARTILHAS O AMOR
QUANDO EMPRESTAS TEUS DONS
AOS QUE TALENTOS NÃO TEM...
E QUE DEIXAM PELOS MARES
À DERIVA SEUS BARCOS
AO SABOR DAS CORRENTES
QUE NÃO PRENDEM
MAS QUE TRANSPORTAM
PARA PRAIAS DESERTAS
PARA ILHAS REMOTAS
ONDE PODERIAMOS ESTAR...
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BORBOLETA
Lauro Kisielewicz
(Para Anna Paes )
( 29/09/2003 )
A borboleta ao viver,
vive em total liberdade,
totalmente solta,
deixa-se levar
pela brisa,
pelo vento...
que sopra e assopra
e a leva ao chão...
para em seguida,
retomar seu vôo
silencioso,
gracioso,
maravilhoso e
encantador
alimentando-se
do néctar da flor,
e sob as folhas
põe seus ovos,
para perpetuar a espécie
A borboleta ao morrer,
morre feliz
pois tem a certeza
de que enquanto viveu
enquanto voou e revoou
muitos jardins embelezou
muitos olhos encantou
pois fielmente cumpriu
sua tarefa singela
de tornar a vida
sensivelmente mais bela,
passando a todos humanos
ensinamentos silentes
da renovação da vida
que precisa "morrer"
a lagarta
aprisionada no casulo
para surgir nova vida
colorida e bela
que continuará,
embelezando o mundo
através de uma nova
borboleta!
Lauro
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