Sou Invisível

 Armand Duval.

 

Noite escura.

Horas mortas

Pela estrada

sigo minhas rotas.

Estradas tortas

Que não me levam a lugar algum.

Na brincadeira do amor sou nenhum.

Sou cigano errante,

Filho do vento

Sou um singular amante

Que quer te penetrar

Entrar por teus desvãos

Consumir teu coração.

Sou o vento que geme

um lamento;

Que canta uma canção

De um amor sem perdão

Que me importa que te vás para longe

Se vivo errante em teu portão,

religiosamente como um monge,

A procura de beber-te a voz

Se sou um rio que corre pra foz,

O oceano insondável,

Que não me espera

Tu, mulher, mar de meus delírios,

A quem confiei todos os meus mistérios

Meu olhar vagueia como pássaro perdido

Voa e não encontra um abrigo

A serenidade do teu olhar

Para ti, sou invisível,

Como se eu não existisse.

 

Armand Duval

Junho

Brasília - DF

Quem?

Anna Paes

 

Quem desdenha assim de um coração tão nobre

Tão  cheio de amor?

Quem poderia  ter a desdita de não querer o teu amor?

Quisera trilhar longas distâncias

Trechos de vida

De amor

De dor

Mas junto a um amor!

Um amor sincero

Que me  conduzisse pelas mãos

Me desse o braço

E principalmente me afagasse os cabelos

Com a doçura de quem não pode viver sem o outro!

 

Que ao por do sol cantesse melodia doce

com a voz meio rouca

Que me deixasse louca

e me fizesse perder a pose,

e a racionalidade adulta

Tornar-me uma errante cigana

com destino certo,

tendo o amor por perto.

 

Anna Paes

Brasilia - DF

 


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