Ecos Meus

Anna Paes
 
Eras o meu muso
Poeta e intruso preenchias minhas noites
Davas sentido à minha imaginação
Fazendo-me poeta, davas-me o domínio das letras.


Nunca tinhas hora de chegada
Porque eu nunca te disse uma hora qualquer
Fato primário - de nada me queixaria.


Juntos sempre estivemos, somos um!?
Tenho ainda tua presença
Imagem, hoje vazia, toco e nada alcanço
Minha cama continua vazia...


Te vestias em sonhos sendo carne
Tinhas meu corpo alegre, quente e feliz
Na letargia, dormente, impróprio
Meu acordar era suplício!

 
Dói-me ainda e confrange o próprio cerne
Que a cama que julgava plena
Nada mais tem que minha alma
Num corpo encolhida, porque mentias pra mim.


O vento entra pela janela ululante
Traz-me ecos de amargor e saudade
Nega-me esperanças
Minha ilusão foi vão sustento!

Sonhei um sonho
Um sonho, apenas....

Brasília -10/03/2006
Anna Paes
 
Publicado no Recanto das Letras em 13/03/2008
Código do texto: T899897
 
 
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