Rabiscos...
Anna Paes
 
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 tuas palavras me deixam no ar, a voar.
Quisera poetar e a ti, entregar um verso cheio de ternura.)
 
 
Quando tuas mãos  deslizam sobre o teclado inerte
E teus olhos refletem em tuas mãos,
O que  o  íntimo segreda,
O céu se abre em festa...
A Lua desconsolada, com tamanha beleza
De versos refletidos no altar da vida,
Se esconde, invejosa e solitária.
Naquele momento se sente  rejeitada
E eu pobre aprendiz de feiticeira
Pois o Poeta é feiticeiro
Roubo alguns versos  das estrelas videntes
E tento acariciar tua alma
 
Em vão seguem meus  pequenos versos
Rabiscados à luz das estrelas
E quase cega  te entrego o que chamo de rabisco.
 
Anna Paes
25 de junho de 2008

 

 

 

Luar e Intermitências...

J.J. Oliveira Gonçalves

 

(Será surpresa o verso, a ternura...
esse teu Vôo - cego! - com asas de ventura?)
 
Se poeta sou... sou também um ser estranho...
não sou aquele que falas em teus versos
que esse poeta encantado não existe
nestes dias conturbados - tão medonhos -
em que a Poesia chora - essa Estrela Solitária...
O altar da Vida, a Lua, o Céu:
metáforas preciosas de Ilusão!
E tu - que és aprendiz de feiticeira - vê bem, olha bem
e hás de notar que o Condão Sagrado do poeta
é sua Dor - sem fim - crucificada!
E os versos que tu roubas são fragmentos
de su'Alma teimosamente apaixonada!
 
Lastimo não ser esse poeta de teus versos
pois haveria de escrever-te (da noite na calada!)
rimas revestidas de Luar e Intermitências!
 
Porto Alegre, 04 de julho/2008. 22h33min

 

 
 
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CriArt
©Anna Paes